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sexta-feira, 16 de março de 2012

Engenharia de Controle e Automação

O Engenheiro de Automação é quem desenvolve e executa projetos de Automação Industrial, ele projeta e opera equipamentos utilizados nos processos industriais em geral, e também executa sua manutenção quando necessário.

Sobre a frequente dúvida da diferença entre os cursos de Automação Industrial e Mecatrônica, que se parecem mas não são a mesma coisa, a diferença básica existente é que a Mecatrônica tem uma ênfase maior em mecânica do que em elétrica (especialidades essas vistas nos dois cursos), enquanto a grade do curso de Engenharia de Automação e Controle se aprofunda mais em elétrica e instrumentação do que em mecânica propriamente dita, e assim acaba sendo traçado o perfil do profissional.

Um Engenheiro Mecatrônico provavelmente irá trabalhar com desenvolvimento e manutenção de equipamentos automatizados, projetos mecânicos e pneumáticos, etc.

Um Engenheiro de Automação irá se dedicar mais a controle de processos industriais instrumentados, desenvolvimento de softwares, telas de supervisório, etc.

O mercado de trabalho é bem abrangente para as duas engenharias, atualmente é raro encontrar na indústria algum processo que não tenha algum tipo de automação, atualmente até residências estão sendo automatizadas.

Caso ainda restem dúvidas dê uma olhada na grade curricular de cada curso e pesquise sobre as matérias específicas.

Best regards,

Automatoes

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Protocolo HART

Criação e desenvolvimento:

HART é o acrônimo de "Highway Adressable Remote Transducer" , é um protocolo de comunicação de campo criado na década de 80 pela Fisher Rosemount e é mantido pela HART Communication Foundation desde 1993, é um padrão da indústria para comunicação quando se fala de instrumentos de campo inteligentes 4 ~ 20mA  microprocessados, praticamente todos os grandes fabricantes de instrumentos oferecem produtos com comunicação HART. 


Como o HART funciona:
Basicamente ele utiliza o padrão "Bell 202 Frequency Shift Keying (FSK)" para sobrepor um sinal digital de alta frequência sobre o sinal analógico de corrente de 4~20mA:



Como o resultado médio da senoide é zero é possível estabelecer um canal de comunicação full-duplex (entrada e saída de dados) sem interferir na variável principal de controle, o sinal de 4 ~ 20mA. O protocolo HART se comunica a uma taxa de 1200Hz que corresponde a "1" e uma taxa de 2200Hz que corresponde a "0".

De acordo com o modelo OSI de 7 camadas, o protocolo HART utiliza apenas três camadas: física, de enlace e de aplicação.


  • Camada Física especifica como os dispositivos serão conectados eletricamente e mecanicamente e define de que forma o sinal digital será decodificado.
  • Camada de Enlace divide a informação a ser transmitida em pacotes, adiciona os bits referentes à detecção de erros e controla o acesso ao meio. 
  • Camada de Aplicação define os comandos, respostas, tipos de dados e decodifica os relatórios de de status do instrumento.

Vantagens no uso do protocolo HART:

  • Compatibilidade com fiação padrão de 4-20 mA.
  • Transmissão simultânea de dados digitais.
  • Simplicidade graças a interfaces intuitivas acionadas por menus.
  • Facilidade de implementação para maximizar a eficácia de custos iniciais.
  • Vasta seleção de produtos, com dispositivos e aplicativos de software compatíveis com a maior parte de fornecedores de automação de processos.
  • Independência de plataforma para interoperabilidade completa com ambientes de múltiplos fornecedores.
  • Suporte mundial dos maiores fornecedores.

Basicamente é isso, um protocolo antigo, mas seguro, robusto e eficiente, e largamente utilizado em vários segmentos da indústria, você certamente já topou ou irá topar com um dispositivo HART por aí.

Fontes: http://www.smar.com/brasil2/hart.asp http://www.cefetrn.br/~walmy/RI_A1.pdf http://www.hartcomm.org/index.html

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Comunicador de Campo 475!

Que instrumentista com mais de dez anos de profissão não se lembra do comunicador Hart 275:


Muitas eras depois chega o 375 com Hart e FieldBus:


Agora chegamos ao 475:


  • Display colorido;
  • Sistema operacional otimizado e mais rápido;
  • Suporte a Hart, Hart Wireless e FieldBus;
  • Novo sistema ValveLink (diagnósticos especiais para controladores de válvulas Fisher FIELDVUE);
  • Bateria de Lítio de longa duração.

Ainda temos a opção de usar interfaces hart com um notebook ou palm top, mas o 475 com certeza tem seu valor por ser muito mais prático na linha de frente, além de ser a prova d'água e quedas. Imagina comissionar 300 instrumentos no campo com um notebook no colo!!

Fonte: http://www2.emersonprocess.com/en-US/brands/Field-Communicator/Pages/475FieldCommunicator.aspx

sábado, 11 de junho de 2011

Autodesk 123D

Software de modelagem 3D da Autodesk com extensa biblioteca e o melhor de tudo, grátis!! Atenção especial para a biblioteca de eletrônica e mecânica estrutural.

http://www.123dapp.com/

Best regards,

Automatoes

domingo, 22 de maio de 2011

Máquina de Sabão de Óleo parte II

Parte elétrica da máquina, bem simples, só não resolvemos ainda o motor que vamos usar na rosca e no agitador, aí só estão os acionamentos das válvulas, e já estou montando o supervisório da máquina, Indusoft versão para testes permite 40 horas de programação, que são mais do que o suficiente para uma aplicação destas.



Estou pensando em usar relés de estado sólido ao invés de contator para acionar os motores, até o fim da semana já defini que motores vou usar e assim definir o tipo de acionamento.

domingo, 15 de maio de 2011

Máquinas virtuais e interfaces USB - 232

Hoje em dia está cada vez mais difícil encontrar computadores portatéis com porta 232 (serial), e o meu não é diferente, quatro portas USB, nem sombra de uma 232, então eu adquiri uma interface USB - 232, a príncipio eu não achei que fosse funcionar muito bem, pois além do computador rodar win 7, ainda rodo os aplicativos de automação na máquina virtual, mas vamos lá, primeiro instalei o drive no win 7, e depois abri a máquina virtual e instalei o drive novamente, nada, a máquina virtual nem tomava conhecimento quando eu conectava e desconectava a interface.

Desinstalei tudo, recomecei do zero, reinicei o PC, abri a máquina virtual (VM Box da Oracle), instalei o drive que veio no CD, pluguei a interface, e voalá, comunicação 232 perfeita, só não consegui fazer a KFD funcionar (ainda) pois ela própria é uma interface. Enfim, rodou bonitinho, conectei em um Controllogix e em um Micrologix 1500 para testar, funcionou beleza.



Para comunicação DH-485 eu uso uma interface chamada 1747-UIC, da própria Rockwell, pois o drive da PIC (quem mexe com Rockwell conhece esse tinhoso) não funciona muito bem com win XP SP3 e adiante.




Best regards...

sábado, 14 de maio de 2011

Máquina para fazer sabão de óleo de cozinha usado

Estamos desenvolvendo para um projeto na faculdade de uma máquina para fabricação de sabão líquido a partir do óleo de cozinha usado, como é apenas um protótipo ela ainda não vai ter sistema de filtração do óleo, o óleo tem que ser colocado filtrado, e o sistema de envase também vai ser praticamente maual, estamos focando no processo de produção em batelada e na automação do processo em si, que é o foco do curso, quem sabe não melhoramos ela para uma apresentação em outra ocasião.

SISTEMA DE DOSAGEM:

A dosagem será efetuada através de válvulas solenóides comuns, usadas em torneiras automáticas, aquela chatinha que desliga sozinha e custa a ligar de novo, como não é um processo industrial não necessitamos de uma grande vazão, então os ingredientes descerão